O VASP do Haras Rancho Tokarski

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A operação que levaria a aeronave para um terreno no Park Way foi suspensa depois que de um pedido da Agefis (Agência de Fiscalização do Distrito Federal) e a Administração de Brasília. Os órgãos informaram que o terreno numa chacara, indicado pelo empresário para estacionamento do avião, não estava regularizado.O PP- SNA, que estava em uma área do pátio do aeroporto JK,então teve que  percorrer 70 km, do terminal aéreo de Brasília até a propriedade do empresário, na DF 250, na área rural de Planaltina.

O empresário afirmou que adquiriu a carcaça para preservar a história e o patrimônio brasileiro e quer que a aeronave vire uma atração turística.— Um Boeing como esse, bem preservado, tem qualidade o suficiente para viver, em bom estado, por pelo menos mais um século. A ideia é que ele vire atração turística em nosso Haras, fomentando o turismo rural no Distrito Federal, diz Rogério Tokarski,criador de bois da raça wagyu, uma das mais caras do mundo, que quer fazer da sucata um centro de referência gastronômica .

O Pecuarista comprou o Boeing 737-200 PP-SNA ,para transforma-lo em restaurante de carnes nobres-“Nos queremos preservar parte dessa Carcaça ,pelo menos 80 % das poltronas ,no restante sera um restaurante tematico ,onde teremos comidas de alto valor agregado,com os nossos carneiros e o Wagyu ,o objetivo é virar uma referência nacional”.

screen-shot-2012-06-28-at-11-46-01-amO boi da raça japonesa wagyu (lê-se ‘uaguiú”) é o responsável pela produção de uma das carnes mais caras do mundo, que chega a ser vendida por até US$ 1.000/ kg no Japão.

Essa carne, conhecida como “kobe beef” –uma referência à cidade japonesa de Kobe, de onde o gado se origina– é encontrada no Brasil por um preço mais baixo, mas ainda assim salgado.Em São Paulo, o quilo da carne pode chegar a R$ 240 (ou US$ 102). Em restaurantes, uma porção de 400 gramas vale mais de R$ 200 –o que, por quilo, equivaleria a R$ 500 (US$ 213).A justificativa para o alto preço está no fato de a raça wagyu produzir carne com muita gordura entre as fibras, o que, segundo especialistas, a torna saborosa e macia. Por essa razão, ela é quase sempre servida apenas levemente grelhada e com pouco sal; nada de molhos ou temperos fortes, para não haver interferências no gosto.

A carne é classificada de acordo com seu grau de marmoreio, ou seja, a quantidade de gordura entremeada. Quanto maior a quantidade de gordura, maior o número que ela recebe.A classificação japonesa vai de 1 a 12, e serve também como referência para o preço da carne, inclusive em restaurantes, que cobram mais caro pelas peças de número maior. Aqui no Brasil são produzidas carnes de 1 a 8, mas o preço do produto não varia conforme a  numeração.A carne de bois de outras raças não atinge o nível mínimo de gordura dessa escala.”No Japão, essa carne mais gordurosa faz sucesso e é a mais cara. Aqui no Brasil, conseguimos manter um padrão de marmoreio que agrada mais ao paladar do brasileiro, [uma carne] não tão gordurosa e muito saborosa”, diz o chef do restaurante Kinoshita, Tsuyoshi Murakami.
767 da Transbrasiltransbrasil02
Alem de ser proprietário desse Boeing 737 da Vasp e de um Boeing 767 da Transbrasil leiloados no aeroporto de Brasília, o empresário Rogério Tokarski diz que o custo de transporte também é um entrave porque equivale, no mínimo, ao preço do avião. No caso do 737, de menor porte, ele gastou R$ 60 mil para comprar a aeronave e mais R$ 60 mil para transportá-la a um haras na região rural de Planaltina (DF), a 70 quilômetros da capital federal.

“É preciso três carretas para transportar o avião: uma para cada asa e outra para o charuto [corpo da aeronave]. Além disso, tem o guindaste para fazer a desmontagem e as taxas para o Departamento de Estradas e Rodagem, pelo transporte da carga especial, para a companhia de energia se for necessário desligar fiações de eletricidade”, justifica.

Em relação ao avião da Transbrasil, comprado por cerca de R$ 90 mil, Tokarski diz que pediu à Inframérica, consórcio que administra o Aeroporto Juscelino Kubitschek, um tempo adicional para retirar a aeronave. O empresário pretende transformar a carcaça em um espaço turístico, mas explica que a necessidade de um plano de negócios viável e de encontrar um local lucrativo adiou a remoção. A reportagem não conseguiu localizar o dono do outro avião da Transbrasil que ocupa o pátio do aeroporto de Brasília.

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