Predio Vasp

Banner_03-08-17-1400-VaspPROPOSTAS PARA LOCAÇÃO DO EDIFÍCIO SEDE DA VASP (AEROPORTO DE CONGONHAS) LOCALIZADO À PRAÇA COMANDANTE LINEU GOMES, S/Nº. CAMPO BELO, CAPITAL/SP. PROCESSO Nº. 0832962-59.2008.8.26.0100/3423 DA 01ª VARA DE FALÊNCIAS E RECUPERAÇÕES JUDICIAIS DA COMARCA DA CAPITAL/SP.

OS INTERESSADOS DEVERÃO APRESENTAR PROPOSTAS NO DIA 03.08.2017 ÀS 14 HORAS, NA SALA (N° 1.621) DE AUDIÊNCIAS DA 1ª. VARA DE FALÊNCIAS E RECUPERAÇÕES JUDICIAIS DE SÃO PAULO – CAPITAL (PRAÇA JOÃO MENDES, S/N°, CENTRO, SÃO PAULO – CAPITAL, 16° ANDAR, SALA 1.621) EM ENVELOPE LACRADO, RESPEITANDO AS REGRAS ESTIPULADAS NO EDITAL E NA MINUTA DE CONTRATO DE LOCAÇÃO.

Descrição do imóvel: Um imóvel situado à Praça Comandante Lineu Gomes, s/n°, Bairro Campo Belo, 30° Subdistrito Ibirapuera, CEP: 04626-910, São Paulo Capital, matrícula n° 124.937, com área total de 15.291,92 metros quadrados, contendo o Edifício Sede (11.431,00 metros quadrados), Prédio de Operações (8.971,17 metros quadrados), Prédio do Refeitório (2.267,12 metros quadrados), Prédio da Segurança (309,38 metros quadrados), Prédio dos Geradores (291,52 metros quadrados), além de pavimentação de paralelepípedo, pavimentação de concreto, ajardinamento e muro. O Edifício Sede contém 06 (seis) andares, mais pavimento de cobertura e 3 (três) elevadores mais um privativo. A descrição pormenorizada de todos os prédios consta do laudo de avaliação juntado nos autos do incidente acima descrito.

O Locatário deverá aceitar o encargo de fiel depositário dos bens móveis que guarnecem o presente imóvel, sob as penas da lei, até que os mesmos sejam alienados judicialmente.
Compromete-se o Locatário a zelar e guardar os bens móveis que guarnecem o bem imóvel locado, como se fossem seus, e, caso pretenda transportá-los para outro local deverá requerer Autorização judicial para tanto.

A legislação falimentar (Lei n° 11.101/2005) será utilizada como regra para dirimir todo e qualquer litígio sobre a locação do presente imóvel e as demais leis serão aplicadas subsidiariamente, ou seja, somente naquilo que a Lei n° 11.101/2005 não prever.

O prazo contratual da locação e demais especificidades (eventual carência, entre outras) dependerão das propostas apresentadas, que serão analisadas uma a uma, pelo Egrégio Juízo da Primeira Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, sempre visando o benefício da Massa Falida da VASP.

O prazo de validade da locação será prorrogável pelo mesmo período, uma única vez, após, o compromisso poderá ser rescindido a qualquer momento e o Locatário deverá desocupar o mesmo (imóvel) no prazo de 90 (noventa) dias da publicação do despacho do M.M. Juiz que assim determinar.

A Locatária não terá direito de preferência na compra do bem imóvel objeto deste incidente, nem direito a multa contratual, em conformidade ao artigo 114 da Lei n° 11.101/2005.

Caso o compromisso esteja vigente (dentro do prazo de validade, prorrogável por uma única vez), o comprador deverá cumprir o compromisso até seu prazo final.

Será aceita como garantia de pagamento dos alugueres apenas o seguro de fiança locatícia, nos termos previsto no contrato locatício.

As demais regras atinentes à locação do imóvel objeto deste incidente estão descritas no processo (minuta de contrato de locação) e os interessados poderão ter acesso verificando os autos.

O bem imóvel será locado no estado em que se encontra.

VALOR LOCATIVO MÍNIMO:

R$ 120.000,00 (cento e vinte mil reais) por mês, no primeiro ano;
R$ 130.000,00 (cento e trinta mil reais) por mês, no segundo ano;
R$ 140.000,00 (cento e quarenta mil reais) por mês, no terceiro ano;

Após o termino do terceiro ano, o valor do último aluguel será corrigido anualmente pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M/FGV).

A União Federal propôs Embargos de Terceiros (Proc. n° 0209187-64.2008.8.26.0100) em face da Massa Falida de Viação Aérea São Paulo S.A VASP, houve intervenção da Fazenda Estadual (terceiro interessado), que tramita perante este Egrégio Juízo (1ª. Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo Capital), este foi julgado EXTINTO SEM RESOLUÇÃO DO MÉRITO com fundamento no art. 267, inciso VI, do CPC. A União Federal interpôs embargos declaratórios que foram rejeitados, não satisfeita a mesma (União Federal) interpôs apelação que foi recebida em ambos os efeitos, e, posteriormente, julgada IMPROCEDENTE, sendo que transitou em julgado em 28/05/2013. Após, a União Federal propôs Ação Declaratória de Domínio, cumulada com Reivindicatória, cumulada com Anulatória de Registro Público perante a Justiça Federal de São Paulo (Procedimento Ordinário Proc. n° 0012625-89.2014.4.03.6100, 11ª. Vara Cível Federal de São Paulo Capital), obtendo a antecipação de tutela pretendida, decisão que foi objeto de Agravo de Instrumento da M.F. de VASP perante o TRF da 3ª. Região (Recurso n° 0019843-38.2014.4.03.0000/SP), onde o Ilmo. Desembargador Federal André Nabarrete atribuiu parcialmente o efeito suspensivo para afastar a imissão na posse pela União Federal, pendente de julgamento pelo TRF da 3ª. Região. Diante do acima descrito, a M.F. de VASP suscitou Conflito de Competência (C.C. n° 136.241 SP) perante o Superior Tribunal de Justiça, que deferiu o pedido liminar da suscitante determinado a suspensão de quaisquer atos expropriatórios de bens pertencentes à M.F. de VASP, sobrestando a Ação Federal (Procedimento Ordinário Proc. n° 0012625-89.2014.4.03.6100, 11ª. Vara Cível Federal de São Paulo Capital) até o julgamento do conflito e designando o d. Juízo da 1ª. Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo para resolver, em caráter provisório, as medidas urgentes relativas à ação sobrestada, e, posterior, decidiu o mérito, conhecendo do conflito e declarando competente o Juízo de Direito da 1ª. Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo para prosseguir com os atos constritivos e de alienação.

A ação acima citada (Procedimento Ordinário Proc. n° 0012625-89.2014.4.03.6100, 11ª. Vara Cível Federal de São Paulo Capital) foi remetida ao Juízo Falimentar (1ª. Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo) que instaurou incidente processual (Proc. n° 0004506-88.2015.8.26.0100) pendente de julgamento.vasp_foto001

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Nippon ou Nihon ?

Nenhum consenso sobre a pronuncia japonesa sobre “Japão”
por Master Blastertop7
Como qualquer estudante de japonês lhe dirá, o uso de caracteres chineses conhecidos como kanji pode ser um pesadelo às vezes. E, embora possam ser realmente úteis para deduzir o significado de palavras complexas, elas fornecem poucas pistas sobre como se deve pronunciar.

Pegue o kanji para o Japão (日本), por exemplo. Mesmo um escolar primario pode dizer o que isso significa, mas peça a um grupo de adultos como pronunciá-lo e você pode obter uma mistura de “Nihon” ou “Nippon” e talvez até um ocasional “Yamato” se uma dessas pessoas for mais idosa.

Por que  Japão?
Antes de entrar na questão de Nihon / Nippon, vamos descobrir por que os falantes de inglês ignoram completamente o nome original e chamam o país “Japan” .

marco_polo_portrait1Parece que o culpado por trás dessa variação do nome é Marco Polo durante suas visitas relatadas ao norte da China durante a Dinastia Yuan. Embora ele nunca tenha chegado ao Japão, ele soube do lugar daqueles que conheceu na China. Naquela época, o nome para o Japão foi estabelecido como o kanji (日本), que em chinês lê como Rìběn.

No entanto, devido ao dialeto dessa área e o tempo, surgiu como “Jipen” que foi transcrita como “Zipangu” em The Travels of Marco Polo. A partir daí, espalhou-se através do ensopado linguístico da Europa e tornou-se o “Japan” moderno em inglês hoje.

“Nippon” veio primeiro
Há muito tempo, o Japão costumava ser conhecido como “Wa” ou “Yamato” e usava o kanji 倭. O tempo passou e o kanji oficial foi alterado para 日本 em 640. No entanto, o nome Yamato ainda foi usado por algum tempo. Ao redor da segunda metade do século 7, a leitura oficial do 日本 mudou para “Nippon” ou “Jippon”.013

Acredita-se que a pronúncia de “Nihon” veio como um apelido na região de Kanto durante o período Edo. As pessoas associam essa história às diferenças entre 日本 橋 (Nipponbashi) em Osaka e 日本 橋 (Nihonbashi) em Tokyo. “Bashi significa ponte “.021

“Nihon” saiu no topo
Sabendo disso, parece que a resposta óbvia é que “Nippon” é a maneira correta de se pronunciar 日本 simplesmente porque estava aqui primeiro. No entanto, uma pesquisa recente mostrou que 61 por cento dos japoneses leem como “Nihon”, enquanto apenas 37 por cento disseram “Nippon”. Os resultados também mostraram que “Nihon” era muito mais prevalente entre os jovens. Então,  parece que “Nippon” tem mais antiguidade, “Nihon” tem o voto popular.

Nomear o país certamente pareceria um trabalho apropriado para o governo, não é? Infelizmente, não existe um documento oficial que defina a pronúncia de 日本 ou 日本国. No entanto, uma tentativa foi feita pelo Ministério da Educação em 1934. Eles realizavam uma importante investigação sobre a língua nacional, uma parte recomendando que o país oficialmente fosse pronunciado “Nippon” de uma vez por todas. No entanto, o governo simplesmente ignorou seu pedido.

Em 2009, um membro da Casa Baixa fez um movimento ligeiramente mais liberal e apresentou um pedido pedindo que o governo nacional decida uma pronunciação unificada, seja “Nippon” ou “Nihon”. O governo respondeu que ambos os termos estavam em  uso e não viu nenhum motivo para assumir um lado oficial sobre o assunto.

日本 =?
Você poderia aplaudir a indecisão do governo como uma forma de dizer que eles tem problemas maiores para lidar, ou você poderia criticar sua atitude “Não se preocupe, é legal”. De qualquer forma, uma coisa é certa. O nome deste país é simplesmente dois ou três pictogramas que legalmente podem ser interpretados verbalmente de qualquer maneira que você queira, seja Nihon, Nippon, Jippon, Japão, Hinomoto, Yamato, Wa ou Zipangu.

Fontes: NHK, Kotoba Zatsuki, Gigazine via Naver Matome (japonês),RocketNews24
Imagens: Wikipedia, Wikipedia – Theresamerkel, Nayo148

Aqui estão alguns grupos que usam oficialmente Nippon em seu nome:

Nippon Housou Kyoukai (NHK) Nippon Television Network Corporation
Nippon Broadcasting Service (NBS)
Nippon Budokan
All Nippon Airways (ANA)
Kinki Nippon Tetsudou (Kintestu Corp.)
Nishi-Nippon Railroad Co. (Nishitetsu)
Nippon Sports Science Unviersity
Nippon Yuubin (Japan Post

E alguns grupos que preferem usar Nihon:

Nihon University
Nihon Koukuu (JAL)
Nihon Keizai Shimbun (The Nikkei)
Nihon Ryokaku Tetsudou (JR)
Nihon Unisys
Nihon Sumou Kyoukai (Japan Sumo Association)
Nihon Orinpikku Iinkai (Comitê Olímpico do Japão)

* Muitos desses grupos também usam a pronúncia alternativa de vez em quando…

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Mecânico Vitalício

A empresa aérea homenageou Azriel Blackman, um mecânico de avião que dedicou uma vida inteira à mesma profissão e ao seu trabalho, nesta terça-feira (18/07/2017).

Azriel Blackman, que faz 92 anos no mês que vem, trabalha há 75 anos na mesma empresa e nunca faltou um dia no trabalho.

Em uma celebração realizada em um hangar da empresa American Airlines no aeroporto John F. Kennedy, em Nova York, Azriel foi honrado com o seu nome pintado na lateral de um avião da companhia. O avião, um Boeing 777-223(ER), fará um voo sobre Nova York nesta terça-feira .

Na companhia aérea em que trabalha , ele conhece aviões que hoje fazem parte somente da coleção da empresa e quando a companhia inaugurou a sua primeira rota transatlântica ele já estava celebrando 25 anos de trabalho no local.

Azriel Blackman confere os aviões da American Airlines em hangar, em Nova Yorkazriel-blackman-chegando-as-condicoes-de-um-aviao-no-hangar-da-american-airlines-em-nova-york-1500398428033_615x300

“O primeiro avião em que eu trabalhei era bem ‘cru’, não tinha nenhum dos sistemas modernos que os aviões têm hoje”, disse Blackman em entrevista para o jornal New York Times.
A paixão e o interesse pelos aviões nunca fez com que ele faltasse no trabalho e cinco dias por semana ele dirige da sua casa, no Queens, em Nova York, até o aeroporto Internacional de John F. Kennedy.
Na companhia aérea ele é visto como um exemplo para outros funcionários.
“A sua ética de trabalho é algo que eu gostaria que cada um dos meus 368 mecânicos tivessem”, disse o chefe de Blackman, Robert Needha

azriel-blackman-91-anos-confere-os-avioes-da-american-airlines-em-hangar-em-nova-york-1500398131744_615x300Hoje ele não está autorizado a subir escadas, dirigir no aeroporto ou usar qualquer ferramenta, mas ele é muito ativo no trabalho. Como chefe de equipe, ele checa os papéis que detalham quais manutenções nas aeronaves foram feitas e quais ainda estão pendentes. Ele anda pelos grandes hangares do aeroporto verificando avião por avião.

Para garantir a sua segurança e respeitar as suas limitações, o seu trabalho é vistoriado por um vice-chefe de equipe, que acompanha os seus dias de trabalho das 5 da manhã até 1 hora da tarde.

Apesar das limitações que surgiram devido à idade avançada, Azriel Blackman, diz que não tem nenhum plano de se aposentar.00planemechanic2-alt-superJumbo

Para um empregador e uma única carreira excedem em mais de uma década um recorde similar estabelecido em 2012 por Ronald Byrd Akana, que se juntou à United Airlines em 1949 e teve a carreira mais longa como comissário de bordo, e Robert Reardon, que foi o  mais antigo Atendente de vôo quando se retirou da Delta Air Lines aos 90 anos em 2014.

Como parte de sua homenagem ao Sr. Blackman, as autoridades da companhia aérea prometem superar o evento que a empresa realizou há cinco anos para ele quando um mural foi inaugurado e um vintage Douglas DC-3 levou o Sr. Blackman e sua família para um vôo sobre Nova York .

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Assim se voava antigamente…

Na segunda-feira passada, morreu, aqui na Capital, o comandante Binz. Armin Ernesto Binz nasceu em Santa Cruz do Sul, em 1927, mesmo ano em que a Varig foi fundada. Ele havia completado 90 anos no último dia 25 de abril. Recentemente, em maio, quando do lançamento do livro Berta – Os Anos Dourados da Varig, de autoria do jornalista Mário de Albuquerque, obra essa comemorativa às nove décadas da criação da companhia aérea, Binz foi lembrado, em nota deste Almanaque (edição do dia 15/5), como o piloto do voo pioneiro, sem escalas, entre o Rio de Janeiro e Paris, realizado num Boeing 707, em 1967, portanto, meio século atrás.23472134

Brevetado em 1948, ao longo de 40 anos de carreira, completou 33 mil horas voadas (mais ou menos o equivalente a três anos e meio no ar) e comandou também as aeronaves DC-3, Curtiss C-46 Commando, Convair 240, Super Constellation, Caravelle (primeiro jato na América do Sul), DC-10 e Boeing 747 (Jumbo). Pelo menos duas passagens na sua trajetória merecem ser relembradas.
23472139A primeira, registrada no livro Assim se Voava Antigamente, de Lili Lucas Souza Pinto, é hilária. Num bonito domingo, o telefone do centro de controle de voo tocou e foi atendido pelo comandante Pinto, que estava no plantão e se identificou. Do outro lado da linha, a voz disse: “Aqui é o Berta (Ruben Berta, então presidente da Varig), quem está no comando do VBF?”. Pinto respondeu que o Douglas C-47, cargueiro PP-VBF, que estava vindo de São Paulo, estava sob o comando de Binz e perguntou qual o motivo da indagação. “Não interessa! Põe o Binz na rua!”, e desligou.

Quando o avião pousou, Pinto foi ao encontro do piloto, para saber o que havia ocorrido. A única coisa diferente durante o divertido voo foi uma brincadeira patrocinada pelo comandante, que confessou estar voando muito baixo junto ao litoral quando resolveu dar um susto num homem solitário que, sobre uma pedra, pescava. Com o cargueiro vazio, Binz deu um rasante sobre o cara, obrigando o pescador a se jogar no mar. Não foi difícil, para Binz, concluir que o pescador era, desgraçadamente, “seu” Berta. A demissão foi atenuada e convertida em punição.

23472140Noutra feita, em 1969, num dia lindo e limpo, o comandante achou estranho um surpreendente anel de nuvens em torno do pico do monte Aconcágua, nos Andes, durante um voo entre Buenos Aires e Santiago do Chile. O piloto, desconfiado, ordenou imediatamente a suspensão do serviço de bordo e alertou que todos os 116 passageiros e tripulação ocupassem seus assentos e apertassem os cintos. Em menos de dois minutos, o Boeing 707 entrou numa área de turbulência que quase destruiu a aeronave. Tudo tremia e balançava.

O piloto automático desligou. A muito custo, o experiente comandante mal conseguia manter o aparelho voando. Na cozinha, tudo que era de quebrar, quebrou. Os gritos dos passageiros podiam ser ouvidos na cabine de comando, o pânico era total. Portas internas se abriam e batiam. Felizmente, passados alguns minutos, a calmaria voltou. Em Santiago, o avião foi submetido a rigorosa avaliação. De volta ao Brasil, ficou 15 dias no hangar. Foi difícil, mas acabou dando tudo certo.

A Varig ainda sobrevive na sua bela história, e esta foi feita por grandes homens, como Armin Ernesto Binz.

Colaboraram Marilia Michaelsen Binz e Alexandre Kealman

Almanaque Gaucho

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Aviões da Vasp ainda continuam sendo usados

Velhos Aviões Da Vasp São Utilizados Em Várias Partes Do País
Alguns antigos aviões da Vasp que foram leiloados, após a empresa falir, são utilizados em várias partes do país. Em Campinas, no interior de São Paulo, eles servem para treinar bombeiros em salvamentos no caso de desastres aéreos.
Repórter: Luciano Penteado

Ate em Fazendas..

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Vara Vasp

Setembro de 2016/Video
12 minutos e 14 segundos explicando o inicio e a atuação da Vara Vasp
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Sequestro do LH 181

o-piloto-jurgen-schumann-senta-na-porta-aberta-do-landshut-no-aeroporto-de-dubai-em-15-de-outubro-de-1977-1488560029426_615x470O piloto Jürgen Schumann senta na porta aberta do Landshut no aeroporto de Dubai em 15 de outubro de 1977 .

Refens deixam o avião apos o sequestro.

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Abandonado em Fortaleza….

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Devido a pendências judiciais, o avião foi penhorado e há nove anos está parado no cemitério de aviões

O governo alemão estuda como trazer de volta do Brasil o Boeing 737-200 que operava o voo Lufthansa 181, sequestrado em 1977 em um dos capítulos mais marcantes da história recente da Alemanha. A aeronave está no cemitério de aviões do aeroporto de Fortaleza.

A intenção é expor a aeronave num museu. A análise partiu de um pedido pessoal do vice-chanceler federal e ministro do Exterior Sigmar Gabriel, que disse que o “Landshut” – como é chamado o avião na Alemanha – é simbólico para a memória de um tempo difícil e importante no país.

Lufthansa Landshut 1977 - 2017 (picture-alliance/AP Photo/H. Koundakjian)Avião é acompanhado por tanque no aeroporto de Dubai: uma das várias paradas na odisseia do sequestro

“Os restos do Landshut estão no nordeste do Brasil e enferrujam sob o sol. Muitos, não só no ministério, acreditam que ele mereça talvez um destino melhor, por representar uma parte importante da história alemã”, afirmou Martin Schäfer, porta-voz do Ministério do Exterior.

A aeronave foi sequestrada, com mais de 90 pessoas a bordo, por quatro integrantes da Frente Popular para a Libertação da Palestina, que, para liberar os reféns, pedia a soltura de membros da Fração do Exército Vermelho (RAF) presos na Alemanha.

O sequestro é um dos episódios mais marcantes do chamado Outono Alemão, período entre setembro e outubro de 1977 em que as operações da RAF, organização guerrilheira alemã de extrema esquerda, atingiram o auge do radicalismo.

Depois do sequestro, a aeronave continuou transportando passageiros da Lufthansa até ser vendida pela empresa alemã em 1985. O Landshut teve vários proprietários e passou a levar cargas. Até 2008, ele voou pela TAF, de Fortaleza.

Devido a pendências judiciais da empresa, o avião foi penhorado e há nove anos está parado no cemitério de aviões da capital cearense.

O sequestro

No dia 13 de outubro, a aeronave partiu de Palma de Mallorca, na Espanha, com destino ao aeroporto de Frankfurt. Ao entrar no espaço aéreo francês, os extremistas, armados com pistolas e granadas, anunciaram o sequestro e deram início à jornada de 106 horas que terminaria apenas na Somália.

Lufthansa Landshut 1977 - 2017 (picture-alliance/AP)Em 14 de outubro, segundo dia do sequestro, homem negocia com um dos sequestradores no aeroporto de Dubai

Para libertar os passageiros, o grupo exigia que o governo alemão soltasse integrantes da RAF presos na Alemanha. O governo alemão se recusou a libertá-los. Antes de pousar em Mogadíscio, durante o sequestro, o avião fez paradas para reabastecer em Roma, Lárnaca, Bahrein, Dubai e Áden.

Após o assassinato do piloto em frente aos passageiros, no dia 16, o copiloto foi obrigado a continuar sozinho a jornada. Na capital somali, forças especiais da polícia federal da Alemanha conseguiram libertar a aeronave.

Três dos quatros sequestradores foram mortos na ofensiva. Depois do fracasso da ação terrorista, Andreas Baader, Jan-Carl Raspe e Gudrun Ensslin, membros destacados da RAF, cometeram suicídio coletivo na prisão.

“A libertação do Landshut representa um momento dramático na história da Alemanha. A ofensiva de violência da RAF pode ser pela primeira vez interrompida graças a circunstâncias afortunadas e a certa determinação do chanceler federal da época e ao risco corrido pelas forças especiais de segurança”, lembra o cientista político Wolfgang Kraushaar.

Segundo ele, a libertação pode ter sido a mais decisiva na luta contra o terrorismo na época. O Outono Alemão foi marcado também pela intensificação das práticas de controle do Estado e da presença policial no cotidiano da população, algo que dividiu a sociedade.

Repatriação não é unânime

A volta do Landshut para a Alemanha, no entanto, divide especialistas. Kraushaar é contra. Além dos custos envolvidos na repatriação e reforma da aeronave, o cientista político destaca que o atual avião não se parece mais com o da época do sequestro, assim, não faria sentido expor um objeto que perdeu sua autenticidade ao longo dos anos.

Lufthansa Landshut 1977 - 2017 (picture-alliance/dpa/TMA Fortaleza/P. Wagner)Aeronave seguiu operando até ser vendida pela Lufthansa em 1985; hoje, está abandonada em Fortaleza

O cientista político Alexander Strassner tem uma opinião diferente e defende a volta da aeronave. “O Landshut é uma relíquia viva histórica, resquício de um capítulo dominante da história da Alemanha pós-guerra, seu valor simbólico não é superestimado. Uma repatriação é apenas lógica”, argumenta.

De acordo com a Infraero, o futuro do Landshut depende de uma decisão judicial. A estatal informou que os custos referentes ao “pouso e permanência do avião estão sendo discutidos judicialmente”.

Enquanto a decisão brasileira não sai, o governo alemão avalia cidades que poderiam receber em museus o histórico Landshut. Apesar de o ministério não ter divulgado detalhes, jornais alemães listaram alguns dos possíveis interessados, entre eles está a antiga capital Bonn e a cidade de Flensburg, no norte do país.

Por um Acordo Judicial o governo alemão pagou R$75.936,00 para a Infraero e pretende levar o avião ate Outubro de 2017  para a Alemanha.

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Boeing Restaurante do Cte Capistrano

Quem passa pela estrada ao lado sempre admira a imponência e o tamanho das duas aeronaves Boeing da antiga Vasp ‘estacionadas’ em uma chácara na região do Jardim Maria Luiza, em Araraquara, a caminho de Bueno de Andrada. Não há como não ficar curioso e se questionar: será que a ideia do comprador dessas relíquias em transformá-las em um espaço para eventos vai sair do papel?

VEJA FOTOS DO RESTAURANTE- HOME › ONCLICK › GALERIADEFOTOS › Restaurante em Boeing da Vasp está pronto e será atração em Araraquara – Galeria de Fotosd53ce7e4-d820-42a4-a21e-85de4d8e7578

Restaurante em Boeing da Vasp está pronto e será atração em Araraquara
Cinco anos depois da compra do primeiro avião, piloto está prestes a realizar sonho de inaugurar espaço para eventos

2/7/2017 11:20
ACidadeON/Araraquara
Tom Oliveira
Sim, o sonho de uma vida está prestes a se tornar realidade. E o ACidadeON/Araraquara entrou no novo espaço com exclusividade. O avião de passageiros já tinha sido mostrado, mas o interior do outro, antes usado para carga, era segredo até o momento. Quem um dia imaginou que isso poderia ser possível foi o comandante Edinei Capistrano, de 63 anos. Filho de um ex-piloto da Vasp, ele se apaixonou por aviação ainda quando soltava pipa no quintal de sua casa, ao lado de um aeroporto.

Movido por essa paixão pela aviação, sonhou em construir um restaurante e um espaço para eventos utilizando os dois Boeings 737-200, adquiridos entre 2012 e 2013 em leilões da falida empresa. Um deles voou na versão transporte de passageiros e o outro, transporte de cargas. Na época, um acontecimento em toda a região. Na verdade, a compra e o transporte foram noticiados pela mídia do Brasil todo. Até porque ver um avião na rodovia é incomum.

Restaurante está pronto
Restaurante no avião já está quase pronto, cabem 78 pessoas (Amanda Rocha/ACidadeON)
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Em sua aeronave modelo ‘cargueiro’, Capistrano montou um restaurante para 78 pessoas. E tem de tudo: mesas, televisores, ar-condicionado, piso especial, som ambiente e geladeira.
A remodelação da parte interna está pronta para receber visitantes, após três anos de trabalho e investimento. “Trabalhamos muito nesse avião. Ele era uma versão cargueira, então não tinha nada dentro. Consegui os acentos de outra aeronave em uma troca com um amigo e estamos prontos para entrar em ação”.

‘Chácara do Piloto’.

A ideia é inaugurar este ano. Outra proposta é montar um restaurante fixo, além de alugar o espaço para eventos. Além de um negócio empresarial, segundo o piloto, a estrutura é uma forma de “manter os aviões preservados, como as relíquias que são, e também servir a visitas de pessoas que nunca chegaram perto de aeronaves como essas.”

Ainda não há data para que o restaurante e o espaço de eventos sejam inaugurados. Faltam vários detalhes externos às aeronaves, como cozinha, estacionamento e hall de entrada. Entretanto, Capistrano planeja que isso aconteça ainda em 2017.

Mas se você é uma das pessoas curiosas e que gostaria de visitar as aeronaves, saiba que isso é possível. O espaço pode ser visitado, mas como é uma propriedade privada, é preciso da autorização dos proprietários. Edinei explica que visitas em grupos podem ser agendadas diretamente com a empresa, a Airport Events, pelo telefone (16) 98148-7806. Mais informações podem ser obtidas também por meio desse número.

A chácara onde estão as aeronaves fica na região do Jardim Maria Luiza, em Araraquara, a caminho de Bueno de Andrada.

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A história das aeronaves

O Boeing de transporte de passageiros foi o primeiro adquirido por Capistrano. A compra foi feita em 2012 e o caso ganhou destaque nacional, tanto pela aquisição em si e a ideia de transformar o gigante dos ares em um restaurante, quanto pela movimentação cinematográfica necessária para transportá-lo. De São Paulo para Araraquara foram 12 horas.

Enquanto a aeronave cargueira foi transformada em um restaurante, a outra – a primeira a repousar em Araraquara – está totalmente intacta e original. A impressão que se dá ao entrar nela é de que, a qualquer momento, poderia decolar. Poltronas, cabine de comando, escadas, tudo está em seu devido lugar, com uma preservação surpreendente.

Tão surpreendente que tem servido para filmagens e treinamentos. Edinei conta que vários episódios da série Catástrofes Aéreas, do canal Discovery Channel, foram filmados lá. Também lembra que comissários de bordo, bombeiros e policiais fazem constantemente treinamentos na aeronave, tamanho grau de detalhamento. Até um programa de televisão foi gravado ali.

Discreto, o comandante evita falar em valores, mas fica mais a vontade quando o assunto é pilotagem. Na cabine de comando, mostra cada detalhe e botão, elencando a diferença entre a aeronave construída pela empresa norte-americana Boeing, em 1979, dos aviões mais digitais e modernos de hoje em dia. Capistrano atua como piloto de jato executivo.

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VEJA FOTOS E A REPORTAGEM SOBRE O AVIÃO DE PASSAGEIROS
Com 30 metros de comprimento, 28 de envergadura, este avião voou pelos Estados Unidos entre 1979 a 1993 pela SouthWest Airlines. Depois foi adquirido pela empresa japonesa Japan Transocean Air, até 1998, quando foi trazido para o Brasil pela Vasp. Ele fez seu último voo em 2005 e permaneceu no Aeroporto de Congonhas até ser trazido para cá. É o único do modelo totalmente preservado no Brasil.
Em 2013, o comandante comprou o segundo avião, de modelo semelhante, mas montado para transporte de cargas pela VaspEx. Também chegou até a chácara do piloto por rodovia, sendo necessária escolta durante todo o trajeto, a 40 km/h.edinei_capistrano__01072017143420
A decisão de preservar os aviões originais é motivo de elogios para os amantes dos gigantes dos ares. Muita gente vem de vários locais do Brasil para visitar as aeronaves, que se tornaram símbolo de uma era de ouro da aviação civil brasileira.

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Mestre do Taiko

Games Centers são uma mania dos jovens no Japão .Ficando horas nesses locais,alguns acabam se tornando atrações ,nesse caso abaixo ele perde a baqueta ,sem levar uma sobressalente,mas talvez tenha cometido somente uns 10 erros por causa disso nessa performance…

Taiko no Tatsujin (Taiko Master). Este é um jogo de ritmos onde você marca pontos, batendo um tambor de taiko no tempo exato das notas que se deslocam pela tela da direita enquanto a música selecionada é reproduzida. O jogo básico é fácil. Você bate no tambor quando você vê uma nota vermelha chamada de “don” (“ド ン”) e a borda quando você vê uma nota azul chamada katsu (カ っ). Você toca o tambor no lugar correto em uma bateria – chamada  bachi em japonês –  uma vez para uma  nota baixa e com ambas para uma  nota alta. A maioria das músicas disponíveis nas máquinas são japonesas, especialmente músicas pop, então os fãs de J-pop e rock terão uma vantagem sobre aqueles que não são. De qualquer forma, é muito divertido.

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Início das operações da antiga VASP (Viação Aérea São Paulo)

VASP na imprensa paulista.O anúncio dos primeiros vôos comerciais da VASP na imprensa paulista.
O anúncio dos primeiros vôos comerciais da VASP na imprensa paulista.início das operações da antiga VASP (Viação Aérea São Paulo) (1)No momento em que Uberaba, mais uma vez, está ameaçada de ficar sem vôos comerciais com São Paulo, não custa lembrar um pouco da história da ligação aérea entre nossa cidade e a Capital paulista, que começou no início da década.

Bartolomeu de Gusmão

Duas vistas do avião VASP-1 (Bartolomeu de Gusmão), um dos dois Monospar usados inicialmente na rota “São Paulo-Ribeirão Preto- Uberaba”, onde se percebe bem a pequena dimensão da aeronave, que só levava três passageiros além do piloto. A foto  foi feita no Campo de Marte, em São Paulo.

início das operações da antiga VASP (Viação Aérea São Paulo)1 - Cópia (1) Campo de Marte
Em outra foto do VASP-1 tirada no Campo de Marte, a elegância do piloto defronte ao seu avião.

Campo de Marte
Campo de aviação de Uberaba
Uma curiosidade: num detalhe da foto percebemos, junto ao avião, dois padres usando chapéu e um homem de paletó claro que parece usar um turbante na cabeça. Seria um indiano, talvez vinculado aos negócios do Zebu?

Campo de aviação de Uberaba1

(André Borges Lopes)

Postado por Uberaba em Fotos

P.S-Em 1870, aportava no Brasil um animal que iria alterar para sempre os rumos do país. Tanto em relação à sua cultura quanto à economia. Era o Zebu, originário da Índia. De lá para cá, milhares de animais cruzaram os mares e ajudaram, ao lado dos criadores, a transformar o Brasil no maior exportador de carne do mundo. Oito em cada dez bois no Brasil têm sangue zebuíno. Em números, são mais de 150 milhões de animais graças à fácil adaptação destes ao clima brasileiro

No ano de 1889, chegava a Uberaba o primeiro zebuíno, vindo do Rio de Janeiro. Tinha o nome de seu proprietário: Lontra. Hoje, Uberaba tem um monumento a esse animal. “Foi fácil perceber que esse tipo de gado era muito rústico e dava lucros no sertão. Era a ferramenta que faltava e que podia interiorizar o desenvolvimento”, ressalta o escritor Rinaldo dos Santos.
Em pouco tempo, Uberaba passou a ser um dos principais centros de gado de elite no Brasil. Sua localização ajudou: está a uma distância aproximada de 500 quilômetros de capitais como Belo Horizonte, Brasília, Goiânia e São Paulo, importantes mercados consumidores de carne e leite.
A cidade de Uberaba tem mais de 300 mil habitantes e é sede, desde o ano de 1934, daExpozebu, a maior feira de pecuária zebuína do planeta.

Paulo Palma Beraldo

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