Condominio de Amigos

POR KARINE TAVARES

RIO – Em países como Estados Unidos e Canadá, onde há cohousings em diferentes cidades, um fenômeno mais recente é a criação desse tipo de comunidade para idosos. O conceito é o mesmo, mas nas chamadas sênior cohousings, a arquitetura dos espaços obedece à questão da acessibilidade e, geralmente, há serviços de cuidadores e profissionais de saúde incluídos nas taxas mensais pagas.6a00d8341c67ce53ef010536e39180970b-500wi

De acordo com os adeptos dessa comunidade, a cohousing oferece uma solução para dois dos maiores problemas da chamada Terceira Idade: a solidão e o desejo de permanecer morando em sua casa, com sua privacidade respeitada.

— Tudo o que os idosos não querem é viver em lares. E o principal mal do envelhecimento é justamente a solidão, que traz a precipitação de doenças, de quedas. Nesse sentido, a cohousing é, sim, uma boa solução para esse tempo do envelhecimento, que é cada dia mais longo — diz a arquiteta Lilian Lubochinski. — A amizade é algo muito desejado nessa fase porque os laços afetivos estão tradicionalmente ligados ao trabalho e à família. Mas essas pessoas já estão aposentadas, mais afastadas desses amigos e a família nuclear também fica mais afastada nesse momento.12con03

Pesquisadora da questão da arquitetura para a Terceira Idade desde 1988, foi procurando soluções para a moradia de pessoas idosas que Lilian descobriu o conceito de cohousing e ela, que já havia morado num kibutz (comunidades onde todos trabalham e todo o ganho é dividido), em Israel, logo se encantou.

Aos 65 anos, morando sozinha num apartamento de três quartos no Sumaré, em São Paulo, Lilian viu na cohousing a solução para a própria vida e a de pessoas que, como ela, se preparam para o que chama de tempo do envelhecimento:

— Ao contrário do que se pensa, esse é um momento de muita atividade porque o tempo todo a gente fica pensando que está envelhecendo e que não pode ficar parado. A convivência numa cohousing traria uma série de atividades sociais para essas pessoas.12con06

Como o conceito de cohousing, a comunidade para os idosos também nasceu na Dinamarca, à medida que as famílias foram percebendo a necessidade de adaptar suas casas para os parentes mais idosos. Em 2009, ele começou a ficar popular também na América do Norte, depois que o arquiteto americano Charles Durret publicou o livro “Senior cohousing handbook”, uma espécie de guia sobre como devem ser as cohousings para idosos. E não à toa.

Durret é um especialista no assunto. Ao lado da mulher, que também é arquiteta, Kathryn McCamant, ele foi o responsável por levar o conceito de cohousing para os Estados Unidos entre o fim dos anos 1980 e início dos 1990 e ainda por criar o projeto de muitas das comunidades que existem atualmente naquele país.

— Acho interessante perceber como esse fenômeno, ainda emergente, é sempre iniciado por arquitetos. E, como arquiteta, me fascina a ideia de desenhar um lugar onde as pessoas vão poder cohabitar — completa Lilian.

No Brasil a unica Comunidade efetiva da Colonia Japonesa e a de Yuba,de artesãos,artistas que encenam peças teatrais e ja postei como Fazenda da Utopia .ee_vicente_barbosa_06bale-yuba-2_foto-lucille-kansawa_baixayuba

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