Codigos IATA

Você sabe por que o Aeroporto Internacional do Galeão – Antônio Carlos Jobim é identificado pelas letras GIG? Lançado em março, o site Airport Codes (airportcod.es) mata a curiosidade de quem não consegue entender a relação das três letrinhas do código IATA com o nome de aeroportos espalhados pelo mundo. Criada por dois webdesigners americanos apaixonados por aviação, a página reúne explicação sobre o nome de 429 aeroportos em 94 países diferentes. Por enquanto, porque o espaço é aberto à colaboração.airportcodes

Cada aeroporto é identificado por seu próprio código IATA (Associação Internacional de Transporte Aéreo). As siglas são únicas e formadas por três letras, que remetem ao nome do lugar onde está o terminal, à região que ele serve ou à personalidade que homenageia. Em alguns casos, os códigos IATA são verdadeiros exemplos de criatividade e combinação aparentemente sem sentido. Por que, afinal, o aeroporto do Rio é conhecido em todo o mundo como GIG? A explicação é mais simples do que parece. A sigla vem de “Governador Island’s Galeão Beach”, o endereço, em inglês, do terminal que homenageia também Tom Jobim.

Outros quatro aeroportos brasileiros estão listados no site. REC (Recife), VCP (Viracopos) e GRU (Guarulhos) seguem a fórmula clássica de usar letras do nome do lugar. BSB, o código IATA que virou sinônimo para a capital federal, vem de “Brasília, Brasil”.

Interessante conhecer a história por trás de nomes que batizam alguns aeroportos pelo mundo. O presidente dos Estados Unidos John F. Kennedy foi tão importante que, ao ter seu nome imortalizado no principal aeroporto de Nova York, obrigou a alteração do código IATA de IDL (Idlewild Airport, o nome anterior) para JFK. Aberto em 1974, o maior aeroporto de Paris nunca precisou mudar de nome, sempre foi CDG (Charles de Gaulle). A mesma honra não coube ao antigo ministro do trabalho argentino que batiza o Aeropuerto Internacional Ministro Pistarini, conhecido no mundo todo apenas como Ezeiza (EZE), nome do município na Grande Buenos Aires onde está localizado.

Há as combinações chamam a atenção pela criatividade na combinação das letras. É o caso do Aeropuerto Internacional de Tocumen, na Cidade do Panamá, bastante frequentado por brasileiros. O código PTY vem da inicial de Panamá e das últimas letras de “city”. Nada a ver com o nome do Rio Tocumen, às margens do qual foi construído o aeroporto. Já o código do Dulles International Airport, que serve Washington DC, deveria ser DIA, certo? Mas para evitar a confusão com DCA, outro aeroporto da região, as autoridades escolheram uma ordem bem diferente para as letras: IAD.

Alguns casos são bastante óbvios, como BUD (Budapeste), DUS (Düsseldorf), DEN (Denver), MAN (Manchester), LIS (Lisboa), ZAG (Zagreb) e VIE (Viena). Outros podem confundir. DUB é Dublin, não Dubai, que é DXB.

O código usado pelo hub da Emirates, aliás, é um exemplo de caso em que nem sempre a lógica de usar letras existentes no nome do local ou do homenageado é seguida. Muitos aeroportos adotam a letra “X” para dar nova cara a siglas que já foram adotadas por outros aeroportos. Foi assim que o Los Angeles International Airport virou LAX. O mesmo para Milano-Malpensa (MXP) e para os dois aeroportos de Berlim, Tegel (TXL) e Schönefeld, que um dia serão substituídos pelo Berlin-Brandenburg, em obras (e que usará o código BER, para facilitar).

Já a letra “Y” passou a ser usada para designar alguns dos principais aeroportos do Canadá. Sabendo disso, os códigos YOW (Ottawa MacDonald-Cartier International Airport) e YQB (Aéoport International Jean-Lesage de Québec) não ficam tão incompreensíveis. Mas o que dizer da combinação YYZ, do Pearson International Airport, em Toronto. Para os responsáveis pelo site, as duas últimas letras se referem a um antigo código do sistema ferroviário do país que identificava a estação de Malton, área ao oeste de Toronto onde está o aeroporto.

Entre os nomes mais curiosos do site está o Sioux Gateway Airport, na pequena Sioux City, no estado americano de Iowa. Usando a primeira e as últimas duas letras do nome da cidade, o código SUX já foi motivo de revolta para os moradores, pela semelhança ao verbo “sucks”, pejorativo. Depois de tentar mudar a sigla duas vezes, sem sucesso, a cidade abraçou o trocadilho e agora exibe orgulhosa o slogan “Fly SUX”.

Eduardo Maia – O Globo

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