GPS do Passado

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Foto: Henry Brean for Las Vegas Review

Perder-se hoje em dia é algo cada vez mais raro. Com tanta tecnologia, é preciso se esforçar bastante pra não saber onde está ou como chegar ao lugar desejado.

Isso porque quase todo mundo tem um Smartphone com GPS que te dá instruções e até fala com você, bússola, mapas a tira-colo. Isso quando o aparelho de GPS já não está embutido no seu carro, deixando tudo ainda mais fácil.

Obviamente, nós sabemos que nem sempre foi tão fácil assim. Se num passado recente, a gente já sofria com aqueles guias de ruas do tamanho de uma lista telefônica, imagina como as pessoas se localizavam há 100 ou 200 anos?

No começo do século 20, o serviço de correio norte-americano se desenvolveu muito rápido. Era a maneira mais eficiente de se conectar de um lado a outro dos Estados Unidos que, como sabemos, é um país com dimensões continentais.

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Foto: Messy Nessy Chic
E pra deixar esse serviço ainda melhor, no fim da Primeira Guerra Mundial vários aviões do exército americano foram adquiridos para fazer o serviço de entrega de correspondências de um lado ao outro da América. Com esses aviões, vários pilotos militares muito experientes foram contratados também.

Mas não existe experiência que consiga fazer um piloto se localizar no meio do nada, se ele não souber onde está.

Antes da popularização do rádio, era bem complicado passar instruções aos aviões. Dessa forma, o correio resolveu construir várias torres ao longo do caminho entre Nova Iorque e São Francisco para guiá-los.

E junto dessas torres, imensas setas de concreto apontado à direção a ser seguida. Essas setas mediam entre 15 a 25 metros de comprimento e eram pintadas na cor amarela, pra que pudessem ser vistas lá do alto.

Em média, elas eram fixadas a cada 15 quilômetros, para o caso do piloto se perder, conseguir retomar rapidamente o caminho certo rumo ao outro lado do país.
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Após 20 anos da instalação de todas essas torres, o rádio começou a dominar o sistema de comunicação aérea. Agora, os pilotos eram instruídos pelos controladores de voo e as setas gigantes já não eram mais úteis.

Com isso, elas foram abandonadas pelo correio norte-americano e hoje, quase todas se encontram em péssimo estado de conservação, com rachaduras e vegetação crescendo ao seu redor.

Atualmente não se sabe muito bem quantas torres ainda estão de pé e em que estado elas se encontram, mas existe um projeto chamado Passport in Time, que se dedica a restaurar várias torres pelos Estados Unidos afora.

Foto: EAA Forums
gps-do-passado-04Os caras “adotam” algumas torres e tratam de cuidar delas, como uma maneira de preservar a história do país.

Existe um outro site que lista a localização exata e o estado atual das torres, numa espécie de caça ao tesouro pra quem gosta de explorar lugares históricos abandonados.

Enfim, olhando friamente, pode parecer algo não muito inteligente construir setas de concreto no chão para guiar aviões, mas elas ajudaram muita gente a se comunicar durante boa parte do século passado.

Foto: Core 77

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Foto: Messy Nessy Chic

Mesmo com as novas tecnologias,tem que tomar cuidado,ao usar um programa novo de Navegação da Apple no Ipad,fui parar numa plantação de Bambu no Japão.

Nas antigas Estações Ferroviarias eram pintados no telhado os nomes das Cidades para os aviadores e as Radios tinham que informar o Prefixo em intervalos regulares ,nas Pastas de Voo a lista delas era imprescindivel para quem so tinha ADF.

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