Edu Chaves e a Vasp na Ponte-Aerea

Um herói esquecido

10653491_709326209157941_6872297744179943299_nEdu Chaves foi o primeiro brasileiro a cruzar os céus do Brasil, na praia de Santos, e a inaugurar a ponte aérea Rio-São Paulo. Graças à coragem e ao espírito aventureiro, o aviador alargou os horizontes da aviação nacional, todavia, sua memória quase foi apagada pela ditadura Vargas. Mesmo depois de 100 anos, seus feitos ainda são pouco lembrados pela história

Apesar da fama, o primeiro piloto brasileiro a conquistar os céus do Brasil não foi Santos Dumont, a primazia pertence a Eduardo Pacheco Chaves, ou, simplesmente, Edu Chaves. Paulista e de família tradicional, ele foi relegado ao esquecimento por Getúlio Vargas, sendo lembrado apenas como nome de uma rua. O ano de 2012 marca o centenário do primeiro voo feito por ele nos céus do Brasil e a retomada histórica de um herói que quase foi apagado da historiografia brasileira.

Herdeiro de uma tradicional família ligada à cafeicultura, o rapaz de 24 anos e apaixonado por aviões, em 1911, fez o que os garotos ricos da juventude dourada de sua época faziam: foi estudar na França e, por lá, tornou-se amigo e companheiro de grandes nomes da aeronáutica como Alberto Santos Dumont, Roland Garros, Louis Blériot, entre outros.

Poucos acreditariam que ele se tornaria um dos pioneiros da aviação e que estabeleceria diversos recordes e marcas importantes, sendo um dos primeiros a realizar um voo noturno entre Paris e Orleans. De volta ao Brasil no ano seguinte, o patrício trouxe na bagagem alguns aviões. Ainda que por aqui já houvesse apresentações de proezas aéreas, eram estrangeiros no cockpit. Por ser tão apaixonado por aviões, Edu Chaves foi chamado de excêntrico pela obsessão por voar e bater recordes. Em entrevistas a jornais da época ele dizia:

“Trouxe um aparelho para ter o recorde da altitude na América. Na Europa, o recorde pertence a [Roland] Garros, com 5.800 metros. Na América, pertence a um argentino, Mathias, com 3 mil metros. Subirei, em Santos, a 5 mil, a 6 mil, até onde puder.”

Texto retirado do grupo Memórias Paulistanas.

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