O Futuro Sombrio dos Pilotos

HoneywellDVTsimComo deveria ser a cabine de comando de um piloto daqui a alguns anos? O reconhecimento de voz, das pupilas e de gestos é uma das tecnologias que podem vir a ser aplicadas no chamado “cockpit” (a cabine do piloto).

Essa inovação vem sendo desenvolvida pela empresa de tecnologia norte-americana Honeywell, que mantém em uma de suas fábricas em Phoenix, nos Estados Unidos, laboratórios para estudar avanços nos aeronaves.

As ideias nascem nos laboratórios e se desenvolvem dentro deles, passam por testes até se transformarem em protótipos que possam ser aplicados nos aviões.

O processo é dividido em níveis, que vão de um (quando o aplicativo começa a ser desenvolvido) a nove (quando ele está pronto).

No Laboratório da Cabine de Comando do Futuro, é desenvolvida a leitura de voz, de pupila e de gestos. A ideia é que o piloto consiga controlar algumas funções do avião usando apenas a voz, ou o movimento dos olhos, por exemplo.

A tecnologia ainda está restrita aos computadores e não passou por testes nos aviões. Na demonstração do aplicativo, informações como a altitude e a velocidade do avião podem ser mudadas apenas com um gesto para cima ou para baixo.

No caso do reconhecimento de voz, basta falar “altitude”, que a informação fica amarela na tela, o que significa que pode ser mudada.

O projeto encontra-se entre os níveis dois e três, estágio inicial. Não há previsão ainda se o sistema realmente chegará ao mercado.

O aplicativo ainda enfrenta algumas barreiras; no caso da leitura das pupilas, por exemplo, embora o uso de óculos seja permitido, os raios infravermelhos não reconhecem lentes bifocais.

Quando se usa a voz, a diferença de sotaques, tanto entre os falantes da mesma língua, como entre estrangeiros, pode dificultar o reconhecimento das palavras.

Laboratório de simulação de voos sob turbulência

Para que os especialistas entendam as dificuldades que um aplicativo pode enfrentar em um voo difícil, a Honeywell criou há dois anos e meio o Laboratório de Simulação de Voos sob Turbulência.

Em uma máquina que representa a cabine do piloto, podem ser aplicadas as tecnologias que estão sendo desenvolvidas; com movimentos bruscos, ela pode simular de pequenas a grandes turbulências.

Uma das tecnologias que estão sendo estudadas nesse laboratório é o uso de telas sensíveis ao toque. Se usar touchscreen no celular ou tablets pode resultar em muitos erros de digitação, as falhas tendem a ser muito maiores em um voo instável.

Para que seu uso no avião seja seguro, os especialistas estudam o tamanho que as teclas devem ter e qual deve ser o espaço entre elas; analisam, ainda, qual o melhor local para posicionar as telas sensíveis ao toque.

O painel de uma aeronave é composto por várias telas (com diferentes informações), botões e alavancas. O touchescreen não será aplicado em todo o painel. A ideia é, a partir dos estudos, definir em quais comandos o piloto trabalha melhor com essa tecnologia.

Se o tempo que ele executa uma tarefa com o touchscreen é maior que com o comando tradicional, este não deve ser substituído.

Por meio do uso de eletrodos nos braços do piloto, é possível medir a atividade muscular e fazer uma escala do quanto o uso da tela sensível ao toque pode ser cansativo, principalmente em voos longos.

A partir dos dados coletados em mais de dois anos, como o tamanho dos dedos dos pilotos (para definir a dimensão ideal da tecla virtual), a vai desenvolver as telas de acordo com o pedido de cada companhia aérea.

Diferentemente da leitura de voz, de pupila e de gestos, a tecnologia touchscreen está em um nível avançado. A empresa norte-americana já trabalha com encomendas.

Letícia Marçal
Do UOL, em Phoenix (EUA)

Imagine se o piloto do futuro quiser mudar algo em uma tela simplesmente pensando em virar uma página. Esse tipo de sensibilidade explorando as interfaces neurais e interpretação dos sinais esta a décadas de distância, mas Honeywell está trabalhando seriamente com esta tecnologia .A NASA também está trabalhando em projeto similar. Na opinião da Honeywell, um piloto não tem que estar em um avião para comanda-lo.

 E pensar que um Cte da Vasp foi afastado quando tentou isso no Galeão,co-piloto assumindo o B-727 e voo cancelado…

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