Cerveja Gelada Vem Voando

spit_with_beerO que seriam aqueles barris sob as asas? Um novo tipo de bomba? Tanques extras de combustível?

Não! São barris de cerveja! E acreditem, depois de voar a 12 mil pés, ficavam geladinhas no ponto certo🙂

A história da foto é a seguinte:
Nos momentos mais calmos da Segunda Guerra Mundial, os Spitfires eram usados em missões não muito ortodoxas levando barris de cerveja para as tropas na Normandia. Durante aquele período do conflito, as cervejarias Heneger e Constable doavam cerveja para os soldados.

Depois do Dia-D, manter os suprimentos vitais para as tropas de invasão na Normandia já era um desafio, e obviamente não havia espaço ou logística para luxos como cerveja ou outros tipos de bebidas. Então os pilotos da RAF (Royal Air Force) tiveram uma idéia.

Os Spitfires Mk IX eram uma versão evoluída dos Spitfire MK II, com pylons sob as asas para bombas ou tanques extras e logo descobriram que poderiam ser usados com uma pequena modificação para carregar barris de cerveja, de vários tamanhos. Não há informação se os barris poderiam ser ejetados em caso de emergência. E o melhor de tudo, é que se os Spits voassem com uma altitude considerável, a cerveja já chegava na temperatura certa pra ser bebida. Uma variação desse modo de transporte era usar um tanque modificado para carregar cerveja ao invés de combustível, e teve até uma designação oficial: Mod XXX.

Os Spitfires equipados com o Mod XXX ou os pylons de barril eram sempre mandados para a Grã Bretanha para manutenção ou missões de ligação e retornavam para a Normandia com os barris cheios.

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No livro “Dancing in the Skies”, Tony Jonsson, único piloto islandês da RAF, descreve que odiava fazer esas missões de transporte de cerveja, já que todos no campo ficavam aguardando a chegada, e qualquer um que fizesse um pouso duro ou danificasse os barris, seria o homem mais odiado do esquadrão durante a semana inteira!

Perceberam a importância de manter o moral da tropa alto? Não se ganha guerra sem cerveja.
Fonte-RAF 427 Squadron-H/Col Bob Middlemiss  e Aviões e Música

A Receita Britânica de Ministério e Impostos entrou em cena , notificando as cervejarias que estavam em desacordo com a lei através da exportação de cerveja sem pagar os impostos correspondentes.

Em seu livro “Typhoon Pilot ” , Desmond Scott lembra também que tanques do Typhoon cheios de cerveja foram usados, mas lamentou que ela adquiria um gosto metálico. Técnicas menos imaginativas envolviam qualquer espaço que pudesse ser encontrado na aeronave , o que incluia caixas de munição , compartimento de bagagem ou mesmo em partes da asa, com resultados variados . Garrafas de champanhe em particular não reagiram bem às vibrações a que foram submetidos durante essas viagens de contrabando .

Na Vasp os voos em transito pela Zona Franca de Manaus ,nos verificávamos pelas luzes do painel a abertura do Compartimento Eletro-Eletronico sem ter sido solicitado a Manutenção (talvez uma cervejinha importada bem gelada para os mecânicos das outras Bases) …

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