A Calculadora que levou o homem à Lua

Armstrong, Collins e Aldrin, a tripulação da Apollo 11
A noite de 20 de Julho de 1969 ficará para sempre marcada na história da Humanidade como um dos maiores triunfos tecnológicos já realizados, quando os astronautas americanos Neil Armstrong e Buzz Aldrin pisaram pela primeira vez na superfície lunar.
As insígnias do Programa Apollo (Esq.) e da Missão Apollo 11 (dir.)
Mesmo com a tecnologia atual, é difícil imaginar a complexidade de um projeto como este, realizado com total sucesso após o retorno de toda a tripulação em perfeitas condições. Se o governo americano decidisse enviar uma nova missão à Lua hoje, a NASA levaria alguns anos planejando a viagem.
Muitos dizem que o grande feito da Missão Apollo 11 não foi levar os homens à Lua,
e sim trazê-los de volta vivos.
Isto faz pensar em como este projeto fantástico foi realizado com a tecnologia da época. É realmente incrível saber que o computador que levou a tripulação da Apollo 11 à Lua e a trouxe de volta intacta tinha memória inferior a uma calculadora científica atual.
Interface do AGC, alguns painéis e um teclado numérico
O principal computador das espaçonaves do Programa Apollo era conhecido como AGC (Apollo Guidance Computer), e era ele o responsável por controlar todo o Sistema de Navegação, incluindo os cálculos de aproximação, aterrissagem e decolagem. Ele tinha 72K de memória, e uma capacidade de processamento centenas de vezes menor do que qualquer dispositivo digital em produção atualmente. Apesar disto, já era capaz de realizar 8 diferentes tarefas simultaneamente, efetuando complexos cálculos trigonométricos cuja execução manual tomaria um precioso tempo da missão.
Detalhe do módulo de interface do AGC instalado na Apollo 11
Sua interface era formada por um display de luzes, um painel de funções e um teclado numérico.
O sistema completo tinha 32Kg
Apesar de suas limitações, pesava nada menos que 32 Kg, peso este definido depois de grandes esforços de miniaturização e compactação, pois qualquer kg de peso faria diferença no consumo de combustível.
Detalhe de uma placa de “Core Rope Memory” (Memória de Cordas)
O mais curioso porém, era a memória que armazenava o software, formada pelo que se chamava de Core Rope Memory (Memória de Cordas). Este tipo de memória ROM (Read Only Memory) foi muito utilizada entre 1960 e 1975, e era formada por uma série de fios “tecidos” manualmente entre anéis metálicos magnetizados. Os fios que passavam por dentro dos anéis magnetizados eram computados como “1”, e os que passavam fora dos mesmos anéis eram computados como “0”, permitindo o armazenamento de códigos binários.
Plate_18_smallO método de armazenamento dos programas era incrivelmente lento, e a correção de erros era tão complicada quanto desfazer um bordado, mas funcionava. Curiosamente, senhoras com experiência em costura eram as responsáveis por executar as intrincadas tramas das placas de memória do Projeto Apollo. Engenheiros da NASA costumavam chamar estas memórias de “LOL Memory”, que significava “Little Old Lady Memory”, referindo-se diretamente às senhoras que as fabricavam.
Fonte: RIOBLOG
Wikipedia.org/wiki/Apollo_11
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