Placas Pretas

O visual do veículo não é muito diferente dos Jeep’s mais novos.

untitledsJair Capeletti é uma das pessoas mais apaixonadas por carros antigos que já conheci. Claro que todo colecionador é um apaixonado, mas ele é mais. O detalhe interessante (e que comprova isso) é que ele não é proprietário dos carros, mas cuida com extremo carinho de 16 automóveis de Elói Biazus, que ficam no pátio da sua empresa. Com extrema dedicação, Jair tem dias específicos para lavar, rodar e fazer a manutenção dos veículos (e anota tudo num caderno, que tem as fotos dos mesmos). Mostrando as antiguidades, ele sempre está com uma ‘estopa’ na mão para não deixar o pó tomar conta das raridades, que ficam grande parte do tempo paradas em local coberto. Alguns, inclusive, ganham capas especiais para ficarem ainda mais protegidos.

untitledÉ o caso do novo xodó, um Jeep Truck de 1946, que, quando eu cheguei, estava coberto. Orgulhoso, ele mostrou o veículo que, realmente, é muito bonito. “Tentei manter o máximo de originalidade possível. Tivemos algumas dificuldades de conseguir algumas informações sobre ele, mas o resultado final ficou bonito. Esse carro era usado até como trator de esteira”, conta.
O motor é original e ganhou algumas peças cromadas para ficar mais bonito.
O Jeep é americano, foi comprado em Curitiba e chegou em Beltrão no dia 27 de abril de 2011. De lá para cá, ficou em restauração até ser entregue no dia 6 de novembro para Jair. “Com esse eu nem andei ainda. Só fui um dia para casa para testar”, conta. Na compra, Elói conseguiu alguns folders e manuais que ajudaram Jair na restauração. “Eu ia fazer a roda cromada se não tivesse esses panfletos, mas quando vi a cor real, tentamos fazer igual”, destaca.

aUm dos detalhes que mais chamam atenção é uma terceira luz, que fica próxima ao retrovisor e tem controle interno. “Era para a pessoa iluminar a rua. Já vi em alguns filmes a polícia usando esse tipo de lanterna”, lembra.
Em detalhe, a luz para iluminar o passeio e a identificação do veículo.

Alexandre Baggio     Publicado em: 23/11/2012

Jair já teve motos e carros antigos, contudo, alguns investimentos fizeram com que ele se desfizesse dos veículos. A partir disso, uma parceria com o amigo Elói Biazus uniu o útil ao agradável. Elói tem os carros e Jair faz toda a manutenção, reforma e cuida dos mínimos detalhes para que, quando o amigo resolver utilizar os veículos, tudo esteja 100%. “Um dia ele chegou para mim e fez a proposta para cuidar dos carros, não pensei duas vezes. A gente se conhece desde a infância e agora, para mim, ele é um irmão”, relata. Atualmente, Jair tem no pátio da sua empresa, em Francisco Beltrão, uma Dodge Americana 1966, conhecida como Patachoca, um Chevrolet 6.500 de 1954, um Jeep Americano de 1946, uma F75 de 1975, um Mercedes-Benz 1519 de 1974, um ônibus Mercedes-benz 321 de 1971, um Fusca 1963 e um Puma 1979. “E tem mais vindo por ai”, comemora o ‘guardião’ dos veículos. Na face de Jair, se percebe o zelo pelos automóveis. “O Elói gosta que tudo esteja perfeito nos veículos. A gente vê os mínimos detalhes e procura deixar o carro sempre com as características originais. Como ele não tem tempo para supervisionar os trabalhos, eu fico responsável por deixar tudo em dia”, comenta. Um dia da semana é específico para lavar todos os carros. “Tenho um sabão específico para a limpeza dos veículos. Eu faço questão de lavar para não ter problemas com manchas por utilização de produtos errados”, explica.  Ele ainda funciona todos os carros uma vez por semana e, a cada 15 dias, sai dar uma volta. Todos os detalhes de manutenção, visitas aos postos de combustível e peças respostas ficam anotados num caderno. “O Elói nunca quis ver o caderno, mas eu gosto de levar tudo anotado, para saber o que foi feito. Aqui tenho a quilometragem de quando o carro chegou, quais peças são novas e outros detalhes dos carros”, comenta. Luiz é tão detalhista que chega a assustar. Ao mostrar uma foto de um ‘antes e depois’, ele fala das mudanças. “Tá vendo esse olho de gato, eu tive que mandar vir do Rio de Janeiro”, aponta. E assim, vai relatando as mudanças que os carros passaram até chegar ao estágio que ele considera perfeito. Quando faltam peças, muita pesquisa é feita até conseguir a que se encaixa no carro. “A gente não muda nada. Às vezes entra uma peça cromada, mas sem sair das características originais”, completa. Quando perguntado sobre o seu sonho de consumo, ele não pensa duas vezes. “Ainda quero ter um Porsche, daqueles da década de 70.. do meu tempo”, conclui.

por Jornal de Beltrão
Sempre fico fascinado pelos carros antigos que conheço. Entretanto, ainda não encontrei adjetivos para expressar o que senti ao ver o Maverick V8, 1978, 199 cavalos. Adquirido por Eloy Biazus, ele está na oficina de Jair Capeletti, que cuida de alguns veículos antigos do empresário.
Por dentro, o carro está impecável.
Impecável, com quase todas as características originais, o carro chama atenção de todos que passam na rua. Quem gosta de veículos grandes, com motores potentes, fica embasbacado. A placa preta que o veículo ostenta nunca foi tão merecida. Parafusos, tapetes, carpetes e todos os detalhes possíveis e imagináveis ainda foram colocados pela fábrica da Ford em 1978, no México. No porta-malas, um adesivo explica como utilizar o macaco, que também é original.

untitledsaMotor V8 tem seu ronco inconfundível. O carro é hidramático, conta apenas com primeira e segunda marcha, além da ré. A manopla, ainda bastante rústica, é toda feita em ferro. O ronco do motor é inconfundível e ostenta a marca Maverick. Com apenas 73 mil quilômetros rodados, o carro se tornou o novo xodó de Capeletti. “Não tem explicação. Esse carro está lindo demais. Normalmente, precisávamos fazer algumas reformas nos veículos para deixar as características mais originais possíveis, mas esse está impecável”, destaca. untitledaDetalhe da traseira, com a marca Ford e o local de abastecimento.O veículo chegou com manual de instrução (repleto de anotações do primeiro dono, detalhando até que, em uma viagem, no ano de 1997, o Maverick fez 8 km/litro) e chave reserva. “Não falta nada. Está muito bem cuidado. Esse carro eu só vou precisar polir”, completa. O Maverick veio rodando de Curitiba, onde foi adquirido e não apresentou qualquer problema. “Vem muito bem na estrada. É um carro que foi feito para enfrentar viagens”, acrescenta Jair. Dentro, somente não é original um termômetro que mede a temperatura da água e um rádio que toca CD e, mesmo assim, o original, somente com AM, foi mantido.

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