Modificar a natureza tem sempre seu preço

Quando começaram a tomar areas do mar para construir a Ilha de Odaiba,Disney Resort e a ultima grande obra que foi a ampliação  do Aeroporto de Haneda,foi utilizada uma tecnica que vem sendo aperfeicoada ha 50 anos ,usando tubos de aço para injetar areia e compactar o solo ,o que infelizmente não  fizeram em Urayasu que sofreu com a liquefação  do terreno causada pelo Tsunami .

Outra area antiga e a região  do Park Ueno e o Ameyoko (American Yoko,que era e continua sendo um emaranhado de lojinhas desde a II Guerra), que ja afundou alguns centimetros,mas nada como os predios da orla maritima de Santos.

História do Rio é um mar de equívocos

O arquiteto e historiador Nireu Cavalcanti

O professor da Universidade Federal Fluminense, é profundo conhecedor do Rio de Janeiro e de sua história.as cronicas de Vieira Fazenda, escritas em jornais da época (1896-1914), inestimável legado para a história da cidade e da sociedade, em sua obra Antiqualhas e memórias do Rio de Janeiro, editada, em cinco volumes, pelo Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.

ERROS HISTÓRICOS – Vejamos dois exemplos de como o Poder público e os usuários da cidade, agindo contra o interesse coletivo e com equivocadas opções urbanísticas, geram problemas como esse do desmoronamento de três prédios, no centro da cidade do Rio de Janeiro.

A origem de muitos dos problemas atuais de nossa cidade decorre da incorreta ocupação do seu território pelos primeiros povoadores, com anuência dos governantes, e continuada ao longo dos anos seguintes. O centro atual da cidade foi construído numa zona alagadiça, com várias lagoas perenes, imenso manguezal e cortada por vários rios, riachos e córregos que se formavam com chuvas torrenciais. Essa área plana, quase ao nível do mar da Baía de Guanabara, situa-se entre os morros isolados do Castelo (demolido em 1922) que abrigava o núcleo histórico da cidade, de São Bento (desbastado), de Santo Antônio (desbastado quase em sua totalidade), de Nossa Senhora da Conceição (desbastado) e do Senado (demolido) e os morros contínuos da Serra da Carioca (Santa Teresa, Catumbi, Estácio e Rio Comprido), Santo Cristo, Saúde e Gamboa.

A ocupação dessa área deveria ser entre malha de canais a céu aberto, como Amsterdã. No entanto, a opção de nossos antepassados governantes e de sua população foi desbastar ou demolir os morros e aterrar as áreas molhadas. Criaram o território ideal para os alagamentos e desabamentos de encostas a cada chuva. Vieira Fazenda cita as chuvas ocorridas em 14 de abril de 1756, que alagaram as ruas, transformando-as em rios navegáveis por canoas, sendo a mais violenta delas a ocorrida entre os dias 10 e 17 de fevereiro de 1811. Além do alagamento de toda a cidade, parte do Morro do Castelo desabou sobre as casas do Beco do Cotovelo, que ficava em seu sopé, destruindo a maioria delas. Desabou também parte da barreira do Morro de Santo Antônio, na proximidade da atual Rua Treze de Maio.

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