O B-25 que colidiu com o Empire State Building

Durante 41 anos (de 1931 a 1972) o Empire State Building (acima) com os seus 102 andares e 381 metros de altura foi o edifício mais alto de Nova Iorque e dos Estados Unidos. Isso aconteceu durante aqueles anos (que dificilmente voltarão…) em que ser o primeiro nos Estados Unidos era sinónimo de o ser também em escala mundial. E por 56 anos (de 1945 a 2001) houve uma nota de pé de página na história daquele famoso edifício a que só os curiosos prestavam atenção…
Em finais de Julho de 1945, o Mundo estava numa espécie de interlúdio militar, depois da Vitória dos Aliados sobre a Alemanha que tivera lugar em 8 de Maio e quando se concentravam as operações que conduziriam à inevitável derrota do Japão. O primeiro teste nuclear decorrera com sucesso em 16 de Julho em Alamogordo (acima), mas isso era um segredo. Pelo contrário, as atenções da imprensa mundial estavam concentradas na Conferência de Potsdam, na Alemanha (abaixo). Em Nova Iorque, o dia 28 de Julho era um Sábado de nevoeiro apesar de já se estar em pleno Verão. Cerca das 9H30 da manhã, o tenente-coronel que pilotava um bombardeiro B-25 (como o da fotografia abaixo), que levantara voo de Boston nessa mesma manhã, pediu autorização para aterrar no Aeroporto La Guardia. Mas a torre de controle do aeroporto informou-o que as condições de visibilidade eram nulas. Mesmo assim o piloto insistiu em fazer a aproximação à pista…
Foi um erro. Não se vendo um palmo à frente do nariz, às 9H40 o bombardeiro B-25 acabou por bater contra a fachada norte do Empire State Building à altura do 79º andar, que está situado a uns 300 metros de altura. Sendo Sábado, o edifício continha (felizmente) apenas umas 1.500 pessoas em vez das 10 a 15.000 que ali estariam num dia útil. Em consequência do embate e do incêndio que imediatamente deflagrou (abaixo) houve 14 mortos (3 no avião, 11 no edifício) e 26 feridos. Dessa vez, os bombeiros conseguiram controlar o incêndio em 40 minutos. Não foram os únicos profissionais à altura da situação. Ernie Sisto, um destemido fotógrafo profissional, acompanhou as equipes de salvamento e, ultrapassando os dois andares onde se dera o principal impacto, conseguiu, pendurado dos parapeitos e agarrado pelas pernas por dois ajudantes, tirar a fotografia que serviu de capa ao New York Times do dia seguinte. Uma notícia importante, mas local… A criação de cada vez melhores critérios de segurança tornaram cada vez mais improváveis a hipóteses de choques acidentais de uma aeronave contra um edifício. Até 11 de Setembro de 2001… Os acontecimentos daquele dia fizeram com que o episódio de Julho de 1945 readquirisse importância e os leigos questionassem que diferenças houvera entre os incidentes para que o Empire State Building se tivesse aguentado com um buraco na fachada (abaixo) e as torres do WTC tivessem colapsado. As explicações são várias, mas começam logo pela diferença entre a violência dos embates. Enquanto o B-25 era um bombardeiro que podia atingir um peso máximo de 19 toneladas e uma velocidade máxima de 450 km/h, os Boeing 767-200 (abaixo) que embateram contra as torres gémeas podem pesar até o sêxtuplo disso e voar a uma velocidade dupla. O efeito combinado dos dois fatores terá transformado os impactos de 2001 entre 50 a 150 vezes mais violentos do que o de 1945…

Depois do 11 de Setembro, cada embate de uma aeronave contra um edifício é pretexto para mais um momento de histeria mediática. Que me lembre, já aconteceu em 2002 no Edifício Pirelli de Milão e tornou a acontecer em 2006 nos Apartamentos Belaire em Nova Iorque. Em ambos os casos tratava-se de pequenas aeronaves e, por tudo o que acima ficou explicado, a identificação dos aparelhos é crucial para os estragos causados – e para a relevância jornalística! – pelo acidente…
 ifr online
Na aproximacao para Congonhas,um  pequeno aviao tambem atingiu um predio em Moema e ficou dentro da cozinha nos anos 70, outro aviao tambem ja caiu em New York em 1960 na colisao do United 826 e do Twa 266
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.Em Aichi,o aeroporto de Tokoname que levou 5 anos para ser aterrado e construido sobre o mar,sem obstaculo algum,agora sofre com a falta de passageiros,que preferem os shinkansens de Nagoya,mesmo tendo linhas de trem super expresso  que param dentro do Centrair,proximo ao embarque e desembarque,a exemplo de Narita .Fica dificil conciliar a seguranca  e a pressa dos que viajando a negocios, preferem aeroportos dentro de cidades.
Os aeroportos sao construidos normalmente fora do perimetro urbano,depois vem a valorizacao imobiliaria,a construcao de casas e as pessoas comecam a reclamar do barulho.Quando a restricao de horario limite para operacoes noturnas entrou em vigor,decolar de Congonhas era desgastante, com potencia e razao  maxima ate 500 fts ,depois reducao brusca ate 3.000 fts,acelerando depois normalmente.Quem estava de passageiro devia ficar meio preocupado com essa operacao de guerra ao ruido…
Com o advento do ILS,ela nao pode ser instalada para a aproximacao da 35 ,justo a  que opera sempre que as condicoes meteorologicas estao marginais,com  predios que foram construidos antes das limitacoes do perfil de seguranca .
Emocionante aqueles segundos antes do pouso com chuva pesada procurando a pista sem grooving…
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