Primeiro Avião Comercial Moderno

Considerado o primeiro avião comercial moderno, o bimotor Boeing 247 de 1933, foi tido como um marco no que tocava à necessidade de viagens aéreas rápidas e confortáveis.
Tinha capacidade para transportar 10 passageiros a uma velocidade de cruzeiro de 260 quilómetros por hora.
Uma viagem neste modelo de avião entre Nova Iorque e Los Angeles durava 20 horas e eram efetuadas sete paradas, sendo mais rápido em 7 horas e 30 minutos do que qualquer outro concorrente existente na época.

A propulsão era constituída por dois motores Pratt & Whitney Wasp S1D1, que permitiam ao Boeing 247 atingir uma velocidade máxima de 293 km/h, o que, na época, o igualava ao caça Boeing P-12, adotado como padrão pela Força Aérea do Exército dos EUA (US Army Air Corps).

Graças à drástica redução nos tempos de voo e o conforto adicional proporcionado a bordo, as reservas de passagens na United atingiram marcas inéditas. Uma situação que não mudou nem depois do 11 de outubro de 1933, data da explosão em pleno ar de um Boeing 247 (matrícula NC 13304) sobre Chesterton, Indiana.

A comissão de investigação atribuiu o acidente à detonação de uma bomba de nitroglicerina no porão de carga, o que provocou a morte dos sete passageiros, no que pode ser considerado o primeiro atentado a bomba da aviação comercial.
  Dispunha de piloto automático, uma inovação naquela época. Foram construídos 75 Boeing 247, 60 dos quais estiveram ao serviço da Boeing Air Transport, 10 ao serviço da United Aircraft e os restantes a Lufthansa e de um operador privado na China.

Em 1934,  dois aviões foram transportadas para a Alemanha por via marítima onde foram montados. O D-AKIN foi destruído em 13 de agosto em um acidente durante a fase de ensaios de voo, enquanto o D-AGAR entrou em operação comercial até sofrer danos sérios no solo, deixando-o irrecuperável, em 24 de maio de 1935.

O 247 mereceu total aprovação. “Para a indústria aeronáutica alemã, a aeronave apresenta muitas inovações” dizia um dos relatórios da companhia alemã. Nos Estados Unidos, em contrapartida, o pioneirismo da Boeing perdeu-se em apenas dois anos, já que a concorrência, o comprometeu em prazo muito curto, principalmente por parte da Douglas com seu DC-2, antecessor do lendário DC-3.

No final de década de 1930, os Boeing 247 já eram considerados antiquados. Durante a Segunda Guerra Mundial, 27 exemplares, designados C-73, foram requisitados pela USAAF, para cumprir missões militares mas o engajamento durou apenas dois anos.

Após sua desmobilização, esses ex-aviões comerciais prestaram serviços aos mais diversos operadores e, ainda na década de 1960, podiam ser vistos transportando passageiros e carga em diversas partes do mundo.

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