Operação Salomão -Ponte Aerea de um povo esquecido no Tempo

 

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O Comandante desse Jumbo pretendia levar 760 passageiros,mas constatou que esse povo desnutrido estava fora do padrão do calculo de peso e balanceamento e acabou levando 1.087 pessoas devido a urgencia,que foi a maxima ocupação de um avião reconhecida pelo Guinness Book.
Por quase 3.000 anos, os judeus negros da Etiópia, conhecidos como Falashas e que se auto-denominam Beta Israel mantiveram sua fé e identidade lutando contra a fome, a seca e as guerras tribais. Acredita-se que eles faziam parte de uma das dez tribos perdidas.
Seus ancestrais remontam ao rei Salomão e à rainha de Sheba (Sabá).
Em maio de 1991, os falashas protagonizaram um êxodo milagroso. Com a Etiópia envolvida em profunda e brutal guerra civil, 14.200 membros dessa comunidade foram transportados de avião para Jerusalém pelas Forças de Defesa de Israel. A operação durou 25 horas nessa Mivtza Shlomo.
O herói que idealizou e organizou o incrível resgate foi o então embaixador de Israel na Etiópia, Asher Naim. A epopéia foi narrada no livro Saving the lost Tribe.
Em 1860, missionários britânicos que viajavam pela Etiópia foram os primeiros ocidentais a encontrar a tribo dos falashas, ficando surpresos ao ver as faces queimadas com traços semitas e que praticavam o judaísmo.
Em 1990, enquanto as forças rebeldes avançavam contra o ditador etíope Mengistu Haile Mariam (o açougueiro de Adis Abeba), foi ficando claro que os falashas seriam exterminados, a não ser que conseguissem deixar o país.
Asher Naim, excelente mediador, trabalhou em vários campos simultaneamente. Negociava com Mengistu, coordenava logística e estratégias com os militares israelenses e arrecadava doações, freneticamente, através de contatos nos Estados Unidos.
No dia 23 de maio de 1991, decidiu que havia chegado a hora de convocar a Força Aérea Israelense: a Operação Salomão devia começar imediatamente. O Ditador Mengistu aceitara as condições, mediante pagamento de 40 milhões de dolares e impondo segredo absoluto.
No total, 14.200 emigrantes foram levados da cidade para o aeroporto Ben-Gurion, em Tel Aviv. Trinta e cinco aviões militares e civis fizeram 41 vôos. Em um dado momento, havia 28 aviões no ar.
Para Asher Naim, o resgate dos judeus etíopes foi de importância vital. Ele queria liberar seus irmãos de um ditador tirano e assim assegurar a sobrevivência dessa tribo.
Ajudando os falashas a voltar para Jerusalém, Naim chegou a um novo e profundo entendimento do verdadeiro significado de fé, de identidade e da luta para superar as adversidades.
No seu livro, cita uma frase de Bernard Raskas: Deus não quer que façamos coisas extraordinárias. Ele quer que façamos coisas ordinárias, de forma extraordinária…

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