Além do que se vê….

  
Certa vez, um discípulo chegou ao templo e pediu para falar com o monge superior porque, segundo o seu ponto de vista, havia uma coisa na criação que não fazia sentido. O monge atendeu-o prontamente, curioso por saber qual era a falha que havia na criação do mundo:

– Senhor, a natureza é muito bonita, muito funcional, cada coisa tem sua razão de ser, mas no meu ponto de vista, há uma coisa que não serve para nada – disse o discípulo.

– E que coisa é essa que não serve para nada? – perguntou o monge.

– É o horizonte. Para que serve o horizonte, mestre? Se eu caminho um passo em direção ao horizonte, ele se afasta um passo de mim. Se caminho dez passos, ele se afasta outros dez. Se caminhar quilômetros, ele se afasta a mesma distância. Isso não faz sentido! O horizonte não serve para nada…                                                                                                                                                        O monge olhou para aquele iniciado, sorriu e disse: – Mas é justamente para isto que serve o horizonte: para fazê-lo caminhar…

  

(visão  do amanhecer na I.S.S   com as camadas da atmosfera superpostas. )
Tem muitos que tambem não entendem o por-do-sol,são  cegos com visão.Feche os olhos e imagine  como seria a vida sem eles.O amanhecer e o por-do-sol e de quem para por um  um instante sua caminhada  e   aprecia um pouco  esses instantes na vida.                                                                                                                                                                                                                                                                 Otto Lara Resende na sua crônica “Vista Cansada”, publicada no jornal Folha de São Paulo …de tanto ver, a gente banaliza o olhar. Vê não-vendo. Experimente ver pela primeira vez o que você vê todo dia, sem ver. Parece fácil, mas não é. O que nos cerca, o que nos é familiar, já não desperta curiosidade. O campo visual da nossa rotina é como um vazio.”.                                                                                                                                                                                        William Blake – o também poeta, inglês – disse que  “Se as portas da percepção estiverem limpas, tudo aparecerá para o homem como de fato é: infinito..

         Uma caracteristica de alguem que chega aqui  e fica alguns dias acha que pode escrever um livro,se ficar um mes ,acha que pode escrever um artigo,ai se ficar alguns anos,descobre que nada sabe do Japão…e nem de Horizontes.

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