Sem Tempo Para Comer

Devido aos afazeres a bordo,as vezes tinhamos 5 a 10 minutos para  fazer a refeição,quandos usavamos um travesseiro no joelho e comiamos, observando instrumentos,anotando a Navegação,fazendo sempre alguma coisa.

Um dia apos decolar de Goiania , disse ao colega que poderia jantar,que eu cuidaria de tudo ate o pouso.O co-piloto novo,muito atrapalhado ainda,disse…Cte so se eu comer a azeitona e cuspir quando pousar em Brasilia ,rsrs.

Levava em torno de 15 minutos e daria tempo,logo aprenderia.So a sobremesa deixava para  comer enquanto reabasteciam.O lugar mais perigoso da cabine era o Jump Seat ( banquinho traseiro do observador),era la que a gente ia jogar as bandejas se ocorresse alguma emergencia.

As vezes atrasavamos propositadamente uma refeição,deixando para comer nos minutos finais do trecho  como no caso de pernoitar no Acre -quando era horario de Verão.ficavamos na porta da churrascaria  em Rio Branco esperando ela abrir as 19hs ,quando ja eram 22hs em Brasilia.Pais imenso ,com 4  fusos  horarios..por isso as comunicações sempre no horario UTC.(Rio Branco,Cuiaba,Brasilia e Fernando de Noronha -) eprecisa ter estomago de avestruz para enfrentar as comidas regionais.Não me convidem para uma buchada de bode,mas cauda de jacare,paca,lagarto teiu,etc pode ser.

A refeição a bordo tinha varios nomes-Filet James Bond-(nervos de aço),colega a molho pardo-(galinha com molho),etc.Como a tripulação de cabine não pode comer os mesmos pratos devido a segurança de voo,na sequencia de escolhas  sobrava sempre o pior prato para o mais novo comissario ,que geralmente era frango..e deixou muita gente com raiva de Galinaceo

Uma comida do Japão pretendo experimentar.O fugu e um peixe venenoso  da familia do Baiacu que deixa a lingua adormecida por causa do residuo que ainda fica.Não gosto de Natto,diz a lenda que apos dias de batalha,os soldados comeram soja que ficou fermentada e que era servida aos cavalos e gostaram.Para mim continua sendo comida de cavalo e mal cheirosa.

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